Essa foto é de uma obra de arte em patchwork que eu vi na Mega Artesanal/2009. Infelizmente não tenho o nome de autor. Se alguém souber de quem é, pode me avisar que farei questão de divulgar o artista.
Será que dou para a coisa? Essa foi a primeira pergunta que me veio à cabeça quando pensei em fazer patchwork. A gente vê cada coisa deslumbrante por aí (como o trabalho acima, por exemplo) e fica na dúvida se tem talento suficiente para se aventurar nessa arte.
O primeiro passo é deixar a insegurança de lado, afinal não é preciso começar fazendo trabalhos tão elaborados, e tentar saber se você se identifica em trabalhar com tecidos e linhas. Acho uma boa introdução para esse mundo, o trabalho com as aplicações de patchwork (patchcolagem ou apliqués). O investimento inicial é mais baixo e já dá pra ter uma idéia se você quer ir mais longe. Se essa etapa levou você a ficar totalmente apaixonada por paninhos de todas as cores e estampas, pode ir adiante e pensar em algo um pouco mais ousado.
Outro ponto positivo para seguir em frente é já ter familiaridade com a
máquina de costura; não é necessário ter diploma de corte e costura, mas se você já se aventurou e sabe dominar a máquina, é meio caminho andado. Portanto, tire a sua da caixa, ou pegue emprestada a da mamãe ou da vovó, faça uma boa revisão e acelere o pedal! Acho o máximo aqueles trabalhos tradicionais, feitos todinhos à mão, mas, cá entre nós, mulheres modernas que acumulam funções: ganhar tempo é tudo nesta vida. Para isso, a máquina de costura é a aliada número um! Não precisa ser, de cara, uma daquelas super-mega-blaster cheia de funções e pontos. Tendo uma que faça costuras retas e um básico zigue e zague, já está ótimo. Sabia que existem profissionais especializados em quiltar o trabalho para você? Pois é, dá para "terceirizar" essa etapa de fazer o matelassê da sua tão sonhada colcha de retalhos. E depois, que você se revelar como uma quilteira de mão cheia, pode ser a hora de pensar em adquirir uma daquelas super máquinas que fazem tudo.
Bom, voltando ao quesito materiais básicos, o que vem a seguir é ter boas
tesouras, entenda-se aqui: bem afiadas! Tenha pelo menos duas: uma pequena para cortar papel e outra maior, própria para tecidos. Existem no mercado, vários modelos e preços para todos os bolsos.
Outra ferramenta muito divulgada pelas revistas de patch é o
cortador circular. Ele é muito útil mesmo, porém não trabalha sozinho: deve-se ter uma base de corte e uma régua acrílica. Isso mesmo, usar o cortador sem esses outros dois apetrechos é inviável. Se não cortar o tecido sobre essa base apropriada, a lâmina do cortador perde o fio mais rápido. Existem lâminas avulsas para reposição, mas também são carinhas. Portanto, para aumentar a durabilidade da sua lâmina: somente cortar sobre a
base de corte, que é um espetáculo! Ela parece uma borracha, toda demarcada com várias medições. Permite que o tecido fique bem esticadinho e deixa o corte perfeito. Sendo assim, cortador e base de corte tem que ser adquiridos em conjunto. Já aquela
régua, toda cheia de marcações, complementa na hora de fazer o corte no lugar preciso sem necessidade de riscar o local exato. É só medir, posicionar e passar a lâmina. Lógico que para começar, você pode usar régua comum, baseando-se apenas nas marcações da base, mas cuidado na hora de segurá-la para posicionar o cortador. Como as réguas comuns são mais estreitas, fica complicado na hora de segurar para passar o cortador. Cuidado redobrado para não cortar errado ou arrancar a tampa dos dedos.
Detalhes importantes:
- cortadores circulares: existem tamanhos diferentes de lâminas (eu já vi de dois tamanhos). A regra básica é que as lâminas maiores cortam mais camadas de tecidos de uma só vez. O mais recomendado nas revistas é o de 45mm. Nessa medida é também a mais fácil de encontrar lâminas para reposição. Sua vantagem em comparação com a tesoura: o corte fica preciso e é bem mais rápido.
-base de corte e réguas: existem de vários tamanhos e com medidas diferentes: centímetro e polegadas. É preciso escolher essas duas ferramentas falando na mesma língua, ou seja, base polegadas=régua polegadas ou base centímetros=régua também em centímetros. As minhas são em centímetro. Tem gente que prefere em polegadas. Acho que isso é de menos, é só fazer as devidas conversões. Outra coisa importante. Como essas ferramentas são mais caras, cuidado para não querer economizar e comprar uma "basinha com uma reguinha". Os tamanhos pequenos limitam muito o trabalho. Você pode pensar assim: mas eu não tenho a pretenção de fazer uma colcha king size. Lembre-se: mesmo para fazer peças menores, os tecidos a serem recortados são largos, de 1,10 até 2,50m de largura. Então, já pensou na dificuldade de ficar posicionando e cortando tudo de pouquinho em pouquinho, né? Vale a pena já investir numa base e régua grandes. Elas vão ajudar muito na precisão e velocidade do corte dos retalhos.
Por hoje, vou parando por aqui. Espero que tenha sido clara. Qualquer coisa é só falar, ok?
Beijinhos e inté.