Patchwork para iniciantes - parte II: a tentação do mundo dos tecidos!

terça-feira, 27 de outubro de 2009


Ainda na onda do "será que dou pra coisa?", penso que chegou a hora de falar sobre a matéria prima da arte de cortar e unir retalhos. Se você é daquelas que se encanta com cores e estampas variadas, que ama entrar num armarinho e se sente totalmente enloquecida (entenda-se aqui: "empolgada e com vontade de levar um pedacinho de cada um") diante de uma prateleira repleta de peças de tecidos... Informo que esses são os primeiros sinais e sintomas de quem está prestes a se embrenhar pelo universo do patchwork. Não se preocupe, o Ministério da Saúde não faz nenhuma advertência, hehehe. Pode avisar para o pessoal de casa que você está ótima e ninguém precisa ficar com receio ao vê-la toda compenetrada "picando" paninhos! Se houve alguma identificação com qualquer coisa que falei até agora, sugiro que leia também aqui, aqui e aqui.

Os tecidos mais indicados para o patchwork são os de composição 100% algodão. Nada impede que você use tecidos mistos, que são mais baratos, porém a principal diferença é o toque: os de puro algodão tem uma textura bem mais agradável. Além disso, os tecidos de algodão podem ser vincados com mais facilidade e isso ajuda muito na hora de costurá-los.

É indicado que os tecidos sejam molhados antes do uso, para evitar que encolham ou soltem tinta após o trabalho concluído. Basta deixá-los de molho em água por uns 20 minutos. Separe por cor: branco, mais clarinhos e os escuros. Isso ajuda a identificar qual está soltando tinta. Caso isso ocorra, coloque-o de molho novamente em água com um pouco de sal até que pare de corar a água. Repita esse processo algumas vezes até a água ficar incolor. Se perceber que a tinta não pára de sair, é melhor deixar esse tecido de lado ou então utilizá-lo apenas com outros tons escuros.






Depois de molhados, torcer levemente e estender no varal à sombra. Como deixo para molhar vários paninhos de uma só vez, retiro o excesso de água e coloco no fundo do tambor da máquina de lavar para centrifugar. Saem bem levinhos e secam num instante.




Aí é só passar, dobrar e guardar. Quando você já tiver uma quantidade maior, vale a pena separá-los por cor em caixas de papel ou plástico. Fica mais organizado e bem fácil de achar o que se quer na hora de selecionar as cores para um trabalho.
Pode ter certeza de uma coisa: você vai virar uma colecionadora de paninhos! Sempre vai ter uma estampinha nova para completar sua composição. Garanto que é uma delícia!

Beijinhos e inté.



Embalagem Tricô&Afins

terça-feira, 20 de outubro de 2009




Ah, não resisti e resolvi mostrar para vocês antes de embalar o cachecol de presente para a Maria Amélia. Não vou mostrar o cachecol, não. O que quero compartilhar é o saquinho que fiz para embalar o tricozito. Costurei um saquinho de piquet e personalizei para ficar uma embalagem exclusiva do Tricô&Afins: T&A aplicado e bordado. E como a minha amiga virtual gosta muito de flores, dois pingentinhos de tulipas na pontinha do cordão de amarração.




Amei o resultado. Será que ela vai gostar???



Patchwork para iniciantes - parte I

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Essa foto é de uma obra de arte em patchwork que eu vi na Mega Artesanal/2009. Infelizmente não tenho o nome de autor. Se alguém souber de quem é, pode me avisar que farei questão de divulgar o artista.


Será que dou para a coisa? Essa foi a primeira pergunta que me veio à cabeça quando pensei em fazer patchwork. A gente vê cada coisa deslumbrante por aí (como o trabalho acima, por exemplo) e fica na dúvida se tem talento suficiente para se aventurar nessa arte.
O primeiro passo é deixar a insegurança de lado, afinal não é preciso começar fazendo trabalhos tão elaborados, e tentar saber se você se identifica em trabalhar com tecidos e linhas. Acho uma boa introdução para esse mundo, o trabalho com as aplicações de patchwork (patchcolagem ou apliqués). O investimento inicial é mais baixo e já dá pra ter uma idéia se você quer ir mais longe. Se essa etapa levou você a ficar totalmente apaixonada por paninhos de todas as cores e estampas, pode ir adiante e pensar em algo um pouco mais ousado.

Outro ponto positivo para seguir em frente é já ter familiaridade com a máquina de costura; não é necessário ter diploma de corte e costura, mas se você já se aventurou e sabe dominar a máquina, é meio caminho andado. Portanto, tire a sua da caixa, ou pegue emprestada a da mamãe ou da vovó, faça uma boa revisão e acelere o pedal! Acho o máximo aqueles trabalhos tradicionais, feitos todinhos à mão, mas, cá entre nós, mulheres modernas que acumulam funções: ganhar tempo é tudo nesta vida. Para isso, a máquina de costura é a aliada número um! Não precisa ser, de cara, uma daquelas super-mega-blaster cheia de funções e pontos. Tendo uma que faça costuras retas e um básico zigue e zague, já está ótimo. Sabia que existem profissionais especializados em quiltar o trabalho para você? Pois é, dá para "terceirizar" essa etapa de fazer o matelassê da sua tão sonhada colcha de retalhos. E depois, que você se revelar como uma quilteira de mão cheia, pode ser a hora de pensar em adquirir uma daquelas super máquinas que fazem tudo.

Bom, voltando ao quesito materiais básicos, o que vem a seguir é ter boas tesouras, entenda-se aqui: bem afiadas! Tenha pelo menos duas: uma pequena para cortar papel e outra maior, própria para tecidos. Existem no mercado, vários modelos e preços para todos os bolsos.

Outra ferramenta muito divulgada pelas revistas de patch é o cortador circular. Ele é muito útil mesmo, porém não trabalha sozinho: deve-se ter uma base de corte e uma régua acrílica. Isso mesmo, usar o cortador sem esses outros dois apetrechos é inviável. Se não cortar o tecido sobre essa base apropriada, a lâmina do cortador perde o fio mais rápido. Existem lâminas avulsas para reposição, mas também são carinhas. Portanto, para aumentar a durabilidade da sua lâmina: somente cortar sobre a base de corte, que é um espetáculo! Ela parece uma borracha, toda demarcada com várias medições. Permite que o tecido fique bem esticadinho e deixa o corte perfeito. Sendo assim, cortador e base de corte tem que ser adquiridos em conjunto. Já aquela régua, toda cheia de marcações, complementa na hora de fazer o corte no lugar preciso sem necessidade de riscar o local exato. É só medir, posicionar e passar a lâmina. Lógico que para começar, você pode usar régua comum, baseando-se apenas nas marcações da base, mas cuidado na hora de segurá-la para posicionar o cortador. Como as réguas comuns são mais estreitas, fica complicado na hora de segurar para passar o cortador. Cuidado redobrado para não cortar errado ou arrancar a tampa dos dedos.

Detalhes importantes:

- cortadores circulares: existem tamanhos diferentes de lâminas (eu já vi de dois tamanhos). A regra básica é que as lâminas maiores cortam mais camadas de tecidos de uma só vez. O mais recomendado nas revistas é o de 45mm. Nessa medida é também a mais fácil de encontrar lâminas para reposição. Sua vantagem em comparação com a tesoura: o corte fica preciso e é bem mais rápido.

-base de corte e réguas: existem de vários tamanhos e com medidas diferentes: centímetro e polegadas. É preciso escolher essas duas ferramentas falando na mesma língua, ou seja, base polegadas=régua polegadas ou base centímetros=régua também em centímetros. As minhas são em centímetro. Tem gente que prefere em polegadas. Acho que isso é de menos, é só fazer as devidas conversões. Outra coisa importante. Como essas ferramentas são mais caras, cuidado para não querer economizar e comprar uma "basinha com uma reguinha". Os tamanhos pequenos limitam muito o trabalho. Você pode pensar assim: mas eu não tenho a pretenção de fazer uma colcha king size. Lembre-se: mesmo para fazer peças menores, os tecidos a serem recortados são largos, de 1,10 até 2,50m de largura. Então, já pensou na dificuldade de ficar posicionando e cortando tudo de pouquinho em pouquinho, né? Vale a pena já investir numa base e régua grandes. Elas vão ajudar muito na precisão e velocidade do corte dos retalhos.

Por hoje, vou parando por aqui. Espero que tenha sido clara. Qualquer coisa é só falar, ok?

Beijinhos e inté.


Para quem quer começar no patchwork



Acabei descobrindo algumas pessoas que, como eu, estão com a maior vontade de se aventurar no patchwork mas ficam um tanto quanto perdidas diante da infinidade de materiais que existem por aí. Parece tão complicado e bem "caro" ter tudo o que as revistas indicam. Como saber se vale a pena invistir ou não em todos esses apetrechos?
Pesquisei bastante, conversei com várias pessoas que já fazem o patch há bastante tempo e cheguei a algumas conclusões que vou compartilhar com vocês. Deixo bem claro que também estou iniciando nessa "arte" de recortar/unir retalhos e podem me corrigir se, por acaso, eu falar alguma besteria.
Como é muita coisa para falar de uma só vez, vou postando aos poucos para dar tempo da gente trocar umas figurinhas sobre cada tema.
Para aquecer as turbinas, quer saber um pouco sobre a história do patchwork? Clique aqui!
Vamos juntar nossas histórias e comentar sobre nossas sensações, lembranças, vontades e sentimentos ao vermos um trabalho de patch?
Espero fazer desse tema uma aprendizagem em conjunto, ok?

Beijinhos e inté.


Meu primeiro patchwork

quinta-feira, 15 de outubro de 2009



Depois de tanto tempo lendo, colecionando materiais e revistas... enfim, dei o primeiro passo. Apesar de já ter feito muitos apliques e saber costurar, foi a primeira vez que mexi com o cortador circular, a base de corte e a régua de patchwork. Escolhi a dedo o que fazer, munida de um passo a passo bem esplicadinho. Essa foto é só do início da montagem de uma barrinha que vou aplicar numa toalha de rosto. Depois eu mostro como ficou a peça pronta. Agora posso dizer que superou as minhas expectivas e descobri que é muito mais gostoso do que eu imaginava. Aviso aos navegantes:

- Mundo do patchwork, aqui vou eu!!!


Viva as crianças!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009



Tem fase melhor na vida?!
Acho que não. Não existe outro momento tão colorido e cheio de descobertas como a infância. Infelizmente, às vezes, ela não é tão perfeita para algumas pessoas (entendam aqui a ausência de cuidados, carinho e proteção.) Mas a regra é proporcionar às crianças um desenvolvimento harmonioso e feliz. Portanto, papais e mamães cuidem bem de seus filhotes para que eles tenham uma infância sem traumas. Ensinem o que for preciso com carinho e tenham muuuuuita paciência. Podem ter certeza de uma coisa: passa muito rápido também. Quando a gente se dá conta, o filhinho querido já está com barbas na cara e prestes a sair de casa para fazer faculdade (este é o meu caso). E tudo aquilo que tirou noites de sono e deixou a gente maluca, ficou para trás com gosto de saudade e acompanhado de dúvidas como: será que eu poderia ter feito melhor, será que eu deveria ter dado mais atenção?... E aí, nessa hora, não adianta mais, já passou. O que tinha de ser feito já está feito. Temos que olhar para a frente e encarar as próximas etapas da vida... A criança? Já cresceu. Aí, não tem mais jeito, só nos resta esperar...
pelos netos, será??!!

As imagens para esse dia são do trabalho de aplicação que fiz numa camiseta. Pequenos detalhes, pregados um a um com direito a agulhadas nos dedos, mas com um resultado bem recompensador, não acham? Qualquer semelhança com o processo de educar os filhos não é mera coincidência, hehehe.










Beijinhos e inté.


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